domingo, 16 de setembro de 2007

Centro do universo




A mulher como centro de universalização poética


é aquela que tem nome e também sobrenome,


é a que tem deveres, e também tem direitos,

é a que chora, é a que ri, é a que é mãe e muitas vezes é também pai,
é a filha, é a irmã, é a tia, é a avó...
Meninas!...
Moças!...
Senhoras!
A todas as mulheres, sem distinção de cor, credo e tribo.
Solteiras!...
Concubinas!...
Casadas!...
Essencialmente emancipadas!
A mulher professora, a mulher doméstica, a mulher motorista, a mulher atleta, a mulher empresária, a mulher presidente, a mulher proprietária...
Independentemente a profissional mulher...
A mulher em beleza,
Elegância e Sensualidade!
A mulher que elege, a mulher eleita, a mulher escritora, a mulher pintora, a mulher que canta e encanta...
A mulher da arte...
A mulher obra de arte...
A mulher em casa, na rua ou no trabalho...
Em essência mulher...
Unicamente mulher!
A mulher amada...
Amante...
Apaixonada...
A mulher urbana, a mulher rural...
A mulher singular, a mulher plural...
A mulher alimento, mas também canibal...
A mulher intrinsecamente maniqueísta!
A mulher feminina, a mulher feminista...
A mulher de uniforme, de saia, de vestido, de calça, de short e camiseta, calcinha e sutiã, de biquínis...
A mulher em pele...
A mulher em alma...
A mulher em formas aos olhos de quem se a tem a admirá-la...
Magra...
Gorda...
Negra...
Branca...
Baixa...
Alta...
Em essência mulher...
singularmente mulher!
Poeticamente MULHER!!!!

O grito.


O grito é a fuga do silêncio,

o prenuncio de um gozo ou um sinal de dor.

Pode ser um aval para um covarde

ou para alegria olimpica do vencedor.

Não raro é o xodó dos psiquiatras,

ou simplismente um deleite para quem gosta de gritar.

o grito, pai da palavra, sogro do pânico, primo do desespero,

neto da vida e da morte, filhote do entusiasmo e da euforia.

a certeza da certeza faz o louco gritar...